domingo, 1 de novembro de 2009

Feito filho


De todas as filosofias, de todos os entendimentos e de todas as críticas sociais que me são passíveis de serem feitas, nada responde à necessidade de afetividade e amor as quais sinto. Creio que em Cristo sou feito filho de Deus e assim, a sociedade que não faz sentido, já não me é escândalo pois em fé, e esta não me pede sentido, sou feito confortavelmente filho de Deus por meio de Jesus.
A prática Protestante de fé, o Cristianismo não é mera informação adicional a mim, é realidade vivida, empírica!

sábado, 12 de setembro de 2009

Human Behavior

Se você chegar perto de um humano
E o comportamento humano
Esteja pronto para se confundir
Definitivamente, definitivamente não há nenhuma lógica
Para o comportamento humano
Mas ainda assim é irresistível.

Human Behavior - Bjork

Confusão, inquietante incerteza, ahh o não saber, é este que nos motiva mas também nos barra e paralisa. Por vezes dupla via, dois pólos vivenciados simultaneamente. Ilógico.
De que motivação se fala? Oras! O outro, o irresistível desconhecido a quem buscamos.
Há tanta defesa, há tanta expectação, há tanta ... e de repente nem há mais, cansamos! Para logo, mais adiante, retomarmos as buscas.
Assim somos nós. Cada surpresa e des-surpresa só preeche com objetos a busca. Segue-se ao irresistível.
Tento, desejo não imputar mais pesos ainda, maiores pesos. O estar-se-só já nos coloca alguns, o estar-a-buscar não deveria ter certas cruezas. Não deveria mesmo. Sem esses acréscimos, por favor, mais levezas!

"Dá a tua busca, tua incerta escolha final e suas expectações a Deus, e o que vai além da leveza, além do que você pode realizar, Ele é quem podera fazer por você." Base Bíblica.

Mesmo a leveza Ele trará para te confortar.




segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Meu tom

Cada um tem um tom. Um jeito de manifestar a música que vive em si mesmo.
Hoje eu quero retomar esse tom, hoje eu quero me sujeitificar de novo.
Campinas pode ser fria as vezes, mas com plena segurança afirmo que ela é solitária, numa solidão de "janela de casa de família" em que se pode ver todos à mesa, e você do lado de fora, imagina os cheiros, sabores e as sensações na péle acerca do clima que se dá lá dentro.
A independência é saborosa, voluptuosa, mas amarga quando vem aquele ímpeto que nos faz dizer: "Ahhh, sabe..." e de repente, você olha ao lado e só há tu! Nenhum ele, nós, vós, eles!
Ah, Crescendo!
Crescer traz as dores do crescimento, onde nervos, ossos e músculos se esticam.
E em que tom tem minha música sido cantada? Onde está meu tom em mim? Quero me achar. Ainda me busco.
Fora a espera pela segunda voz, o outro tom. Ahhhh, ansiosa espera.
Mas hoje eu admito que é diferente. Há manifesta a mim e em mim, uma certeza da criação, sim, da origem de mim, a certeza de Deus. Parece que esperamos sempre sermos mais fortes quando contamos com ela, quando a cruz está próxima de nós e sob ela nos colocamos. Parece que assim não podemos sofrer e não podemos admitir que não podemos as vezes seguir.
Mas eu sou mais fraco, mais pouco, mais necessitado hoje, do que ontem. Mais "eu" hoje do que ontem, e menos seguro hoje do que ontem.
Eu sou reagente, levante, cantante e vivente!
Tu és o Autor da vida e eu a composição. Toca em mim, canta em mim, ainda que as vezes, desafinado, sem som ou muito em mim mesmo.

Meu tom, retomo de onde parei, retomo do sol - que é como gosto de cantar!

domingo, 19 de abril de 2009

Nesse mundo

" Antes de tudo, filho meu, observa que nesse mundo viajamos entre aparências e enigmas, uma vez que o espírito da verdade não pertence a este mundo nem pode ser alcançado nele. Somos carregados para o desconhecido, mas apenas como metáfora. "

Nicolau de Cusa, carta a Nicolaus Albergati In: Fernández-Armesto.


Se pensamos compreender alguma obscuridade ou espiritualidade da vida, essa compreensão só alcançamos metaforicamente, pois está aquém de nossa racionalidade a possibilidade!
Só a dor, a alegria, a paz, o medo e o amor(afeição, paixão, desejo...) devem ser unviersais e metaforicamente formas de compreender a si e a este mundo.


domingo, 30 de novembro de 2008

A vida

"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez, sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro".

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser.