Cada um tem um tom. Um jeito de manifestar a música que vive em si mesmo.
Hoje eu quero retomar esse tom, hoje eu quero me sujeitificar de novo.
Campinas pode ser fria as vezes, mas com plena segurança afirmo que ela é solitária, numa solidão de "janela de casa de família" em que se pode ver todos à mesa, e você do lado de fora, imagina os cheiros, sabores e as sensações na péle acerca do clima que se dá lá dentro.
A independência é saborosa, voluptuosa, mas amarga quando vem aquele ímpeto que nos faz dizer: "Ahhh, sabe..." e de repente, você olha ao lado e só há tu! Nenhum ele, nós, vós, eles!
Ah, Crescendo!
Crescer traz as dores do crescimento, onde nervos, ossos e músculos se esticam.
E em que tom tem minha música sido cantada? Onde está meu tom em mim? Quero me achar. Ainda me busco.
Fora a espera pela segunda voz, o outro tom. Ahhhh, ansiosa espera.
Mas hoje eu admito que é diferente. Há manifesta a mim e em mim, uma certeza da criação, sim, da origem de mim, a certeza de Deus. Parece que esperamos sempre sermos mais fortes quando contamos com ela, quando a cruz está próxima de nós e sob ela nos colocamos. Parece que assim não podemos sofrer e não podemos admitir que não podemos as vezes seguir.
Mas eu sou mais fraco, mais pouco, mais necessitado hoje, do que ontem. Mais "eu" hoje do que ontem, e menos seguro hoje do que ontem.
Eu sou reagente, levante, cantante e vivente!
Tu és o Autor da vida e eu a composição. Toca em mim, canta em mim, ainda que as vezes, desafinado, sem som ou muito em mim mesmo.
Meu tom, retomo de onde parei, retomo do sol - que é como gosto de cantar!